9.23.2015

Bem-vinda, Hamburguesa. Para curiosos da comilança.




Em uma postagem anterior sobre a (suposta) História do Cachorro-quente (leia aqui), abrimos um novo espaço no site Panzer Riders moto entretenimento voltado para a gastronomia e a boa comilança que nós motociclistas praticamos pelas estradas a fora.

Por conta da boa recepção que a singela postagem sobre a (suposta) História do Cachorro-quente fez, algumas pessoas comentaram com a gente sua preferência por hambúrgueres. Então, este post será dedicado a este lanche também muito tradicional por aqui. As postagens não são hiper detalhadas, pois nossa ideia é falar sobre a comida de um jeito simples, sem muita frescura.


Segue, então, um artigo rápido intitulado “Bem-vinda, Hamburguesa”!

A palavra hambúrguer como conhecemos tem origem norte-americana (hamburger, e pronuncia-se rêmburger), e todos nós, em algum momento da vida ou em vários, ou o tempo todo, ou toda hora... ou sempre que pode e quando dá vontade, como agora em mim, por exemplo, já comeu um hambúrguer, seja do mais simples ao mais rebuscado.

Muitas receitas vão do simples pão, carne de hambúrguer, alface, tomate e molho, até variações com recheios de bacom, carne bovina, frango, soja, com milho, com ervilha, com presunto e queijo, com cebola, entre tantos outros que existem pelo Brasil adentro. O fato é que um bom hambúrguer é muito bom, e pronto!

Mas, qual a sua origem?
Novamente, temos que saudar nossos queridos irmãos alemães. Para quem não sabe, existe a cidade alemã de Hamburgo, localizada ao norte da Alemanha, às margens do Rio Elba, e desta cidade partiram muitos imigrantes para os Estados Unidos da América.

Lembrado isso, vamos ao ponto (ou mal passado, se preferir).
Se observarmos bem a história da humanidade, as pessoas inventaram várias técnicas para manter a carne em bom estado de conservação durante as viagens ou mesmo em casa. Uma destas técnicas era temperar muito (mas muito mesmo) as carnes, para que o tempero conservasse suas propriedades e impedisse sua decomposição. E como acontecia muito nos navios coloniais, muitas vezes o que se comia era carne podre temperada (delícia).

O uso desta carne moída, normalmente feita de boi, no caso do hambúrguer como conhecemos, remete à Europa, mais especificadamente à região dos Bálcãs, próximo ao século 19, e já era consumida temperada e com o nome de pljieskávica entre os Bálcãs e o oeste da Turquia, aproveitando-se partes menos nobres dos animais.

Porém, e é aqui que a coisa começa tomar forma, registros apontam que marinheiros alemães que faziam a rota do Mar Báltico (anteriormente conhecido como Mar da Alemanha, no nordeste da Europa), não foram muito com a cara desse bife de carne moída comido cru. Em seu vai e volta, os marinheiros levaram a receita para casa na Alemanha e começaram, inteligentes demais eles, a fazer o bife de carne moído na versão cozida. Genial! A coisa toda virou e entrou definitivamente para a tradicional culinária alemã.

Ainda no século 19, quando muitos imigrantes foram para os EUA, estes levaram consigo sua cultura culinária, e logo o hambúrguer se tornara conhecido (vindo com os imigrantes de Hamburgo, daí o nome), e era conhecido em inglês como hamburg style steak (bife ao estilo hamburguês).

No Brasil, o hambúrguer se tornou conhecido e difundido graças ao americano Robert Falkenburg, grande jogador e campeão mundial de tênis, que inaugurou a primeira lanchonete ao estilo americano em solo brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro, em 1952. Esta lanchonete, derivada do nome de Robert, adivinhem... Bob’s, e oferecia também o milk shake e os sundaes.

Muito obrigado pela delícia, queridos irmãos alemães. Valeu pela obesidade, Bob.

E aí, como você gosta do seu hambúrguer?

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