12.23.2014

O que ou quem é o Boutique Biker?

Explicando o novo termo.


Criei o termo “Boutique Biker” por uma questão simples: resumir em um só termo várias diferenças entre quem se acha e quem realmente é motociclista. (Dei início ao termo em outra postagem que você pode ler clicando aqui).

Mas, quem se acha e quem realmente é?
Acredito que alguém que apenas tem uma moto ou anda por necessidade não pode ser chamado de motociclista. Assim como quem dirige carro por necessidade não pode ser chamado de piloto. Existem diferenças, é claro. Todos fazem uso da mesma ferramenta, mas, com conhecimento e práticas diferentes sobre ela.



Normalmente o termo motociclista, ou motoqueir@, que seja, está associado àqueles que têm noção de que suas motos são mais além do que simples meios de transporte. São parte de si mesmos: uma extensão do corpo.
Para o motociclista sua moto representa sua identidade, sua liberdade, seu respeito e sua irmandade perante outros tantos irmãos e irmãs iguais a ele. Diferente daquele que apenas usa sua moto como veículo.

O motociclista, no entanto, não é apenas aquele que faz parte de um moto clube, moto grupo ou associação semelhante. Também é a pessoa que anda de moto sozinha, mas que compreende todas as questões e sensações que todos nós conhecemos e sentimos. Pode estar sozinho na estrada, mas se sente parte de algo maior, de uma irmandade distinta, real e que precisa ser respeitada. Dificilmente um motociclista de verdade sairá por aí fazendo besteira, falando a coisa errada na hora errada e para pessoas erradas. Acredito que a palavra “irmandade” anda lado a lado com a palavra “humildade”. Para mim, isso é indiscutível e essencial.

[Pessoal]: Quando comecei rodar de moto com um “clube”, nos chamávamos RHMS. Rodávamos entre 4 a 6 pessoas e sempre foi muito bom rodar com os “irmãos” dessa época. Por motivos ligados à violência, abuso de drogas, álcool, prisões, mudanças e outras coisinhas mais, todos se desligaram. Pouco tempo depois comecei rodar de moto com outros amigos e tínhamos em comum o modelo de moto custom. Rodávamos sempre que possível, durante a semana, fins de semana, feriados... Não importava. Queríamos estar na estada e nunca deixamos isso de lado. Foi quando fundamos o Panzer Riders. Mas, antes disso, já nos sentíamos tão motociclistas e parte de uma irmandade quanto quaisquer outros motociclistas, membros de clube ou não, com ou sem uma bandeira nas costas. Nunca ostentamos uma imagem do que não éramos. Não andávamos (e não andamos) de moto por estilo de vida. E sim, por uma filosofia de vida que nos defini enquanto irmãos.

É assim que vejo o Boutique Biker


Muito diferente acontece com o que chamo de “Boutique Biker”, essa pessoa que gosta apenas do estilo, que quer ser parte do que não é e não entende, apenas por que gosta de pôsteres de moto, por que viu um calendário com mulheres super sensuais alisando motos, por que compram camisetas, jaquetas e tudo mais com motos estampadas, mas que nunca sentiu o mesmo prazer e respeito pelas motos e irmandades quanto nós sentimos. Além disso, conhecer (no mínimo) parte da história daquilo o que você gosta e faz parte, em minha confusa opinião, é fundamental. O que não acontece com o “Boutique Biker”, esse motoqueiro de vitrine que estamos cansados de ver por aí.

Enfim, espero ter conseguido explicar um pouco do que penso sobre o que ou quem é o “Boutique Biker”.
Se quiserem comentar o espaço abaixo, fiquem à vontade.

Rodem com responsabilidade e voltem vivos para casa, irmãos e irmãs. Let’s Ride, Let’s Rock!
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