12.22.2014

"Esse estilo de motoqueiro da moda".

Conheça o termo Boutique Biker!


Você está em uma rodinha de amigos e um dele dispara: “eu gosto desse estilo”. Qual? “Ah, esse estilo de motoqueiro, tipo ‘motoqueiro fantasma”. Ok! Dei aquele sorrisinho meiaboca e acenei com a cabeça.

Pensei: Não me visto de motoqueiro. Me vesti assim a vida toda e ando de moto a muito tempo. Mas, é verdade: muita gente pensa que quem anda de moto se veste como motoqueiro, e não necessariamente é um motoqueiro (tá bom: motociclista) de verdade. Compra uma jaqueta de couro por R$600,00, uma carteira com corrente, uma bota de cano curto ou tênis All Star surrado, calça jeans pré-rasgada e camiseta com uma custom estampada e escrito “Born to be wild” (sinto muito, Steppenwolf). Ou, a figura vai um pouco mais longe: compra tudo isso e um colete “de motoqueiro” vendido aos montes nos mercados livres da vida, só para se sentir o motoqueiro máster, o verdadeiro Boutique Biker.


Mas, qual o problema de o Boutique Biker comprar todas estas coisas e rodar com sua moto por aí? Sinceramente? Nenhum, eu acho. Pessoalmente, desde que o mesmo não encha o saco de ninguém, tudo bem. O problema é quando o Boutique Biker se sente mais motoqueiro do que você, mesmo sem nunca ter sujado a mão de graxa ou apertado um parafuso sequer na vida. Mesmo só sabendo ligar a moto e parar para abastecer enquanto toma uma cerveja importada e faz pose de manequim da Harley-Davidson. Aí sim, o Boutique Biker deixa de estar em sua zona de conforto e entra no mundo real.

Existem várias histórias de caras por aí que andaram apanhando de integrantes de moto clubes por “exibirem” seu estilo motoqueiro, exibindo o escudo de algum clube sem fazer a menor ideia do que está acontecendo. Pior ainda quando o cara resolve abrir a boca e falar onde comprou isso, aquilo, a cueca da Harley, a escova de dentes da BMW e revela para os novos amigos quais seus segredos para manter a barba sempre macia com um creminho super especial com cheirinho de morango.  Aí a coisa fica séria, e o Boutique Biker periga tomar uns tapas.

Acredito que, assim como em qualquer lugar, se você não faz parte de um grupo, tribo, clube, “estilo”, ou seja lá como queiram chamar, então você não pode sair por aí fazendo de conta que é o que não é. E em um meio um pouco arriscado como o meio motociclístico, tem que se tomar alguns cuidados. Existem preconceitos, conceitos, pós-conceitos, gente de todo tipo em tudo o que é tipo de lugar, dentro e fora de clubes e grupos. Então, ficar de olho aberto e boca fechada é um bom conselho. (Não vou estender muito esse assunto neste artigo. Fique de olho nas próximas postagens).

Ainda sobre o Boutique Biker penso que qualquer um pode comprar para si a imagem que quiser hoje em dia. Pode comprar as roupas, acessórios, motos, enfim; mas, dificilmente será como a maioria de nós, que acredita em nossas motos tão reais quanto nós mesmos. O lado bom de existir pessoas que “gostam da imagem de motoqueiro”, é que um ou outro no meio dessa confusão acaba entendendo a ideia principal da coisa toda (aquela que ninguém sabe o que é, mas, todos nós sentimos quando estão na estrada com suas motos).

Explicarei mais sobre o que é o Boutique Biker em outra postagem. Gostaram do termo?

No mais, como de costume, rodem com segurança e voltem vivos para casa, meus amigos e amigas. Let’s Ride, Let’s Rock!
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